quinta-feira, 29 de março de 2012

Conversas Cinematográficas #2

Depois de uma ausência (de certeza notada por todos, ou não...) de alguns dias, por falta de inspiração, resolvi voltar ao meu pequeno retiro na blogosfera para vos falar de um filme que vi ontem. Eu sei que (ainda) não estou acreditada no mundo da crítica cinematográfica, mas nada me impede de dar a minha humilde opinião. 
Indecisos entre dois, acabámos por escolher Corialanus, um filme de 2011 realizado por Ralph Fiennes (sim, o Voldemort), e protagonizado pelo mesmo, ao lado de Gerard Butler, Brian Cox, Vanessa Redgrave e Jessica Chastain.



O filme é baseado numa peça de William Shakespeare com o mesmo título, mas transposta para o dias de hoje. Conta história do general Caius Martius Corialanus (Fiennes), que depois de imensos feitos militares, decide candidatar-se a cônsul de Roma. É imediatamente apoiado pelo senado, mas o povo que tanto desprezou acaba por condená-lo à expulsão, ordenando que deixe a cidade imediatamente. É nesta altura que se junta ao seu maior inimigo Tulius Aufidius (Butler), e começa a planear um ataque à sua pátria.
Confesso que ao intervalo considerei a hipótese de me vir embora, mas como não sou adepta de deixar as coisas a meio, pus de parte a ideia. Apesar do elenco de luxo, falas shakespearianas misturadas com tanques e metralhadoras, acabam por dar ao filme um tom pouco convincente. Para além de ser bastante complicado tentarmo-nos dissociar da Roma de hoje em dia e tentar transportarmo-nos para uma realidade paralela, onde impera o senado e os votos do povo são dados através da voz, ao mesmo tempo que  Caius Martius fala com soldados através de videoconferência num computador portátil.   
Claro que são estes pequenos pormenores que fazem a diferença, mas também são eles que geram mais confusão. Não esquecendo a atenção redobrada que se tem de prestar aos diálogos entre as personagens, o que faz com que em certas alturas o filme perca o seu ritmo e se torne um pouco aborrecido (para além de parecer um pouco forçado). 
Posto isto, penso que daria a este filme, um 6 em 10. Apesar das críticas que aqui teci, não posso deixar de considerar a originalidade e o esforço em torná-lo um pouco mais próximo da nossa realidade, reforçando a actualidade das peças de Shakespeare. Não esquecendo a interpretação de Fiennes, que nem como Voldemort conseguiu transmitir tal nível de crueldade. O homem está, sem dúvida alguma, assustador!  

Passando do cinema ao mundo das séries, o meu último vício tem sido Dowton Abbey (que tem dado na Sic ao fim-de-semana). Retrata a vida da aristocracia inglesa no início do século XX e, embora não tenha muita profundidade intelectual, acaba por agarrar ao ecrã com a simplicidade da descrição dos relacionamentos na altura. Só de pensar que hoje é tudo "à balda"... Imagino o choque que não teriam as pessoas que viveram nessa época e que nunca conheceram outros costumes, se fossem introduzidas na nossa realidade. 


J

2 comentários:

  1. Pois é joana, tens aqui uma seguidora fiel :)
    E neste post não podia deixar de comentar porque Downton Abbey é das melhores series que vi até hoje. Adorei do principio ao fim. "what is a weekend?" é possivelmente a melhor quote de sempre :D
    Beijinho, Xana

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    1. Muito obrigada :) Espero não desiludir ;)
      Eu ainda só vi a primeira season de Downton (em três dias, diga-se) e o primeiro episódio da segunda, mas estou completamente viciada. Esse foi sem dúvida um dos momentos mais hilariantes! E dito com uma ingenuidade que até chega a dar pena. LOL
      Beijinho grande!*

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