quarta-feira, 21 de março de 2012

Conversa Cinematográfica

O dia de ontem passou a uma velocidade tão astronómica que não consegui tirar cinco minutos para escrever um postezinho. Nem daqueles pequeninos. Fui às aulas, ao supermercado com a minha mãe, passeei o cão e ainda arranjei tempo para ir jantar fora e ver um filmezito com o namorado. 



Vimos o The woman in Black, aquele com o Daniel Radcliffe pós-Harry Potter. E não é que neste filme o rapaz tem um filho e, ainda mais impressionante, barba?! Atenção, que eu sempre fui fã incondicional dos filmes do feiticeiro, mas é complicado dissociar o miúdo da personagem emblemática que desempenhou durante dez anos. Chega a apetecer gritar a plenos pulmões: "Opah saca da varinha e resolve isso tudo", e ainda se fica à espera que os restantes actores o observem de olhos arregalados e digam: "Mas é o Harry Potter!".  Pode ser que com o tempo ele se vá desencaixando da personagem e ganhe alguma individualidade, mas para quem sempre esteve habituada a vê-lo como um puto, é complicado imaginá-lo como um homem-adulto-pai-de-filhos-de-barba-rija.
Fora os meus sentimentos pessoais relativamente à escolha do actor principal (confesso que só fui ver o filme por causa dele), a história em si não é de grande profundidade. Claro que a maioria dos filmes de terror são todos superficiais e feitos apenas para assustar, mas esperava mais daquele. Os sustos são previsíveis, e por muito que tenha saltado na cadeira, duram apenas uma fracção de segundo e já se sabe o que vai acontecer quando a música pára, ou focam um espelho. De resto, a dita "mulher de negro" é apenas uma senhora amargurada (não quero ter que pôr aqui uma nota de "spoiler alert", por isso vou tentar não desvendar nada) com sede de vingança, coisa que se devia resolver com psicoterapia duas vezes por semana. Fiquei desapontada, talvez esperasse demasiado.  
Não há nada como um bom Paranormal Activity 1 e 2 (o 3 também ficou aquém das expectativas) ou o El Orfanato. Para mim continuam no topo da lista: se quiserem ter medo a sério, recomendo vivamente que os vejam. 

J


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