E cá estou eu outra vez para partilhar a minha opinião sobre mais um filme. Não é do meu agrado fazer dois post seguidos sobre o mesmo assunto, mas à falta de mais inspiração, e já que ontem voltei ao cinema, não vejo porque não o fazer.
O filme de hoje é o famoso The Hunger Games, que estreou a semana passada. Como ainda não li nenhum dos livros associados a esta história, não fazia ideia do que me esperava, apenas o que as sinopses e os trailers deixaram transparecer. A ideia parecia-me extremamente interessante, um futuro longínquo onde imperam as novas tecnologias e os luxos, mas onde ainda se conseguem encontrar pessoas a viver em condições desumanas, em casas a cair de podre e sem o menor conforto, cujos movimentos são controlados pelas classes governantes. Um país dividido em doze distritos, de onde, todos os anos, um rapaz e uma rapariga entre os 12 e os 18 anos são escolhidos para lutar até à morte (os tais Jogos da Fome). Embora a história me parecesse um pouco à la 1984 de George Orwell, versão mais soft, tinha medo que, no entanto, seguisse uma linha mais parecida com o Twilight. Afinal, já vi por aí anúncios do filme que perguntam: "És team Peeta (Josh Hutcherson) ou team Gale (Liam Hemsworth)?", os dois pretendentes da personagem principal, Katniss, interpretada por Jennifer Lawrence. Contudo, este primeiro filme, não podia estar mais distante desta disputa desenfreada pelo afecto da rapariga (estou para ver o que acontecerá nos restantes). Fiquei agradavelmente surpreendida. Já tinha ouvido críticas muito más, mas confesso que gostei bastante. E como os livros são sempre melhores que os filmes, estou com imensa curiosidade de os ler.
Toda a ideia associada à história do filme, é simplesmente fascinante. Um futuro onde a liberdade é condicionada, todos os nossos passos são controlados e nos vemos envolvidos em diversões animalescas, apesar do desenvolvimento a nível social, médico e tecnológico. Uma mistura de tudo o que Homem alcançou de bom e de tudo o que o Homem tem de mau, num mundo que espero que venha a ser muito diferente do nosso. E embora a sensação de "Big Brother" não seja uma constante neste filme, não consigo deixar de ver parecenças com o livro de George Orwell.
Posto isto, não quero enaltecer em demasia o filme. Não deixa de ser a história de uma adolescente corajosa e cheia de bons princípios, que consegue vencer tudo e todos quando esperavam que ela falhasse, com um bocadinho de amor à mistura. A combinação perfeita para fazer com que milhares de adolescente abracem estes Hunger Games. Atrevo-me a dizer, no entanto, que lhe dou 8 em 10. Acho que merece. Até porque é um filme, que, sem dúvida, se vê muitíssimo bem.
May the odds be ever in your favor!
J














