Espero que todos tenham tido uma óptima Páscoa. Por aqui, passou a correr. Uma semana de férias (ou ausência de aulas, como lhes queiram chamar) é sempre demasiado pequena para o tão esperado descanso. Principalmente quando não se consegue relaxar, com pensamentos constantes que envolvem o trabalho e as calorias ingeridas em cada dia. No entanto, não posso negar que é bem melhor do que ter que me levantar todos os dias de manhã para o sofrimento de várias horas fechada numa sala (quem é que gosta da "escolinha", certo?).
Mas hoje não estou aqui para me debruçar na vida de estudante. Afinal, não deixa de ser um "mal" necessário para garantir o nosso futuro. E no estado em que as coisas estão, bem que precisamos dessa garantia.
O texto debruça-se sobre o amor louco e desenfreado, o amor puro e duro que não olha a meios nem a razões, e a escassez deste nos dias que correm. Critica a praticabilidade das uniões de hoje e enaltece as paixões um tanto ou quanto "doentias" (ponho entre parêntesis porque não sei bem se é esta a palavra que quero usar).
A verdade, é que não me parece que um tipo de amor como este seja aconselhável. O que acontece quando o objecto da nossa paixão não nos quer mais? O que acontece quando o nosso coração é partido em pedaços e dificilmente o conseguimos restituir? Será saudável praticar este tipo de afeição por alguém que pode muito bem virar as costas e sair porta fora, sem se dignar a dizer adeus? Não estaremos num bom caminho quando nos apaixonamos por alguém que sabemos que dificilmente nos fará sofrer ou em quem confiamos plenamente por já conhecer o seu temperamento? Não estamos mais seguros quando nos ligamos a alguém que quer o mesmo que nós, com quem nos sentimos confortáveis e nos podemos aconselhar nas mais variadas situações da nossa vida?
Um amor de arrancar o coração será assim tão benéfico? Colocarmo-nos à mercê de algo tão forte só poderá dar em tragédia quando chegar ao fim. Ou será que estou a ser pessimista por partir do principio que tudo tem que acabar?
Não sou por natureza uma pessoa muito cautelosa, mas face às minhas experiências neste campo, penso que nunca é demais olhar por cima do ombro de vez em quando, e ter a certeza de que não se está a caminhar para um precipício. Talvez o amor desenfreado faça sentido nos romances, escrito nas páginas de um livro onde é perfeito e imortal. Mas será que a Cinderela foi feliz durante toda a sua vida? E a Branca de Neve? Será que depois de ter casado com o príncipe foi tudo um mar de rosas? E naqueles filmes em que ele faz tudo por ela (e as meninas adoram ver!), será que depois do primeiro beijo foi tudo lindo e maravilhoso? Será que não chegaram ao fim de 10 anos e verificaram que era melhor seguir caminhos separados? Não quero com isto destituir ninguém da ideia de amar outrem com força e determinação, estou apenas a colocar as minhas próprias dúvidas (e de mais ninguém), relativamente a este assunto.
J