segunda-feira, 23 de abril de 2012

Conversa #6

Parece que se vivem tempo algo conturbados para estes lados. As ideias e a inspiração não têm habitado muito o meu pensamento, pelo que o blog foi posto de lado nos últimos dias. De certa forma até que me devia forçar a escrever todas as semanas, sempre me dava um motivo para me levantar de manhã e ir à procura de "histórias". Mas pronto... pus-me hoje em frente ao computador e já não é nada mau. Há que celebrar estes momentos, ainda que raros. 
Tenho andado a ver alguma televisão nos últimos tempos, os canais são sempre os mesmos, mas não costumo parar nos generalistas. Não sei como é que alguma vez sobrevivi apenas com quatro canais. As novelas em série já começam a cansar. No entanto, foi num destes dias de zapping que me deparei com este anúncio:


Digam lá que não está fofo! Não estava à espera de um final (ups... início) daqueles, e fiquei agradavelmente surpreendida. Quem é que nunca sonhou em ser surpreendida por um estranho? Claro que no fim o que importa é vender o café, mas como não sou grande apreciadora do dito, vou continuar a ficar fascinada apenas com o anúncio. 

J

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Conversa #5

Espero que todos tenham tido uma óptima Páscoa. Por aqui, passou a correr. Uma semana de férias (ou ausência de aulas, como lhes queiram chamar) é sempre demasiado pequena para o tão esperado descanso. Principalmente quando não se consegue relaxar, com pensamentos constantes que envolvem o trabalho e as calorias ingeridas em cada dia. No entanto, não posso negar que é bem melhor do que ter que me levantar todos os dias de manhã para o sofrimento de várias horas fechada numa sala (quem é que gosta da "escolinha", certo?).
Mas hoje não estou aqui para me debruçar na vida de estudante. Afinal, não deixa de ser um "mal" necessário para garantir o nosso futuro. E no estado em que as coisas estão, bem que precisamos dessa garantia. 
Decidi escrever depois de ler um texto do Miguel Esteves Cardoso (http://www.citador.pt/textos/so-um-mundo-de-amor-pode-durar-a-vida-inteira-miguel-esteves-cardoso), publicado no facebook por um dos meus amigos, que me colocou seriamente a pensar. 
O texto debruça-se sobre o amor louco e desenfreado, o amor puro e duro que não olha a meios nem a razões, e a escassez deste nos dias que correm. Critica a praticabilidade das uniões de hoje e enaltece as paixões um tanto ou quanto "doentias" (ponho entre parêntesis porque não sei bem se é esta a palavra que quero usar).
A verdade, é que não me parece que um tipo de amor como este seja aconselhável. O que acontece quando  o objecto da nossa paixão não nos quer mais? O que acontece quando o nosso coração é partido em pedaços e dificilmente o conseguimos restituir? Será saudável praticar este tipo de afeição por alguém que pode muito bem virar as costas e sair porta fora, sem se dignar a dizer adeus? Não estaremos num bom caminho quando nos apaixonamos por alguém que sabemos que dificilmente nos fará sofrer ou em quem confiamos plenamente por já conhecer o seu temperamento? Não estamos mais seguros quando nos ligamos a alguém que quer o mesmo que nós, com quem nos sentimos confortáveis e nos podemos aconselhar nas mais variadas situações da nossa vida?
Um amor de arrancar o coração será assim tão benéfico? Colocarmo-nos à mercê de algo tão forte só poderá dar em tragédia quando chegar ao fim. Ou será que estou a ser pessimista por partir do principio que tudo tem que acabar? 
Não sou por natureza uma pessoa muito cautelosa, mas face às minhas experiências neste campo, penso que nunca é demais olhar por cima do ombro de vez em quando, e ter a certeza de que não se está a caminhar para um precipício. Talvez o amor desenfreado faça sentido nos romances, escrito nas páginas de um livro onde é perfeito e imortal. Mas será que a Cinderela foi feliz durante toda a sua vida? E a Branca de Neve? Será que depois de ter casado com o príncipe foi tudo um mar de rosas? E naqueles filmes em que ele faz tudo por ela (e as meninas adoram ver!), será que depois do primeiro beijo foi tudo lindo e maravilhoso? Será que não chegaram ao fim de 10 anos e verificaram que era melhor seguir caminhos separados? Não quero com isto destituir ninguém da ideia de amar outrem com força e determinação, estou apenas a colocar as minhas próprias dúvidas (e de mais ninguém), relativamente a este assunto. 


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Conversa #4

Depois de alguns dias de notada ausência, como não podia deixar de ser, aqui estou eu de novo para publicar mais um post. Embora esteja de férias, tem sido complicado arranjar inspiração para me deslocar ao meu pequeno cantinho e escrever sobre o que quer que seja. 
Confesso que os primeiros dias de descanso, em vez de soarem a uma maravilhosa regalia, instalaram-se na minha cabeça com o intuito de me atormentar: "Pode ser segunda-feira, mas daqui a uma semana voltas às aulas!", sempre com uma mãozinha generosa do tempo cinzento que não podia deixar de se juntar à festa. Isto para não falar do trabalho para a faculdade que se foi acumulando ao longo das primeiras semanas de aulas e que agora me alcança, relembrando-me que apesar de serem chamadas de "férias", implicam sempre algum sacrifício. Assim sendo, na segunda-feira estava de neura. Daquelas que nos assaltam sem como nem para quê, e fazem com que tudo o que se mexa irrite. E nos dias em que estou assim dá-me uma fome avassaladora de tudo o que é porcaria.  Apesar de ter ido fazer um bocadinho de exercício com as minhas amigas ao fim da tarde, acabei no drive in da MacDonalds a encomendar um MacRoyal DeLuxe com tudo a que tenho direito, seguindo para o cinema para comprar pipocas! E assim se faz um verdadeiro jantar da Neura! (Aprendam, que não duro sempre). É óbvio que a neura não diminuiu, mas só o facto de por momentos ter mandado a dieta à fava e me ter deliciado com um hamburguer gigante, fez com que atenuasse um bocadinho.
Para completar o programa, juntei-me à minha mãe em frente ao sofá (regra nº1 dos jantares da Neura), e estivemos a ver o Rei Leão. 
Já não via o filme há tanto tempo! Ainda me lembro de quando fui ao cinema e passei o tempo todo a chorar, [Spoiler Alert!] desde a morte do Mufasa até ao momento em que o Simba se torna rei. Para não falar do facto de saber quase todas as falas cor, desde: "Tens que atirar o passado para trás das costas", "Comi como um porco. Pumba tu és um porco", até "Perigo? Eu rio-me face ao perigo. Ahah!" (escolhidas completamente ao acaso, diga-se). E são estes momentos que nos fazem recuar à nossa infância, que nos fazem lembrar o que era ter dez anos e não conhecer a palavra "preocupação". 

Mas para não acabar este texto num tom melancólico, aqui fica um pedacinho de um dos melhores filmes que vi nos meus tempos de menina, e que hoje ainda me faz sonhar. 


  J